Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro


Prevenção ao Suicídio – Precisamos falar sobre isso

 
O suicídio é reconhecidamente uma questão de saúde pública no mundo e no Brasil (OMS), considerado um problema complexo, influenciado por vários fatores em diversos momentos da vida, além de estar ligado a problemas e questões que dizem respeito ao sofrimento psíquico que tem efeitos e causas relacionados à sociedade e à cultura.
 
Tentativas de suicídio podem aparecer em diversos tipos de agravos de saúde mental, relacionados a doenças físicas, crônicas ou terminais, ou como reação às situações de perdas significativas, especialmente em pessoas que mantém laços precários de suporte afetivo/social, atingindo a todos os gêneros e classes sociais.
 
Diante disso, o envolvimento dos diversos setores da sociedade em ações para mudança nesse cenário é fundamental. Divulgar informações que ajudem na prevenção do suicídio, sempre permeados por uma escuta atenta e sem julgamento, tais como: a identificação de sinais de risco; a oferta das melhores condições para acolhimento e tratamento efetivo das pessoas em sofrimento psíquico; o controle ambiental dos fatores de risco; ações comunitárias e no âmbito social da pessoa; são estratégias recomendadas.
 
É preciso sensibilizar as pessoas e qualificar o modo como tratamos o tema. Quem pensa em se matar nem sempre recorre a um atendimento específico de saúde mental, frequentemente fala sobre estes pensamentos com familiares, amigos, conhecidos ou com profissionais de serviços de saúde ou de atenção primária. Nesse momento, algumas atitudes podem fazer diferença no curso dos acontecimentos.
 
O suicídio pode ser prevenido se soubermos reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo. Além disso, é preciso que todos saibam onde pedir ajuda.
 
Escutar sem julgamento faz toda diferença!
 
Como ajudar:
  • Evite pensar ou dizer para quem relata pensamentos e afirmações de tirar a vida, que isto é "um drama" ou "está fazendo isto para chamar atenção".
  • Procure um ambiente tranquilo, utilize uma abordagem calma de aceitação e ouça sem julgamentos: ao contrário do que se pensa, abordar o tema é um ato de cuidado e não induz a tentativas.
  • Se alguém pensa em acabar com própria vida, é preciso ouvir o motivo causador dessas ideias sem querer retirar da pessoa esses pensamentos. Julgar não ajuda. É preciso levar a sério o que as pessoas dizem.
  • Pensamentos de tirar a vida indicam sofrimento psíquico e precisam de cuidado e atenção: não rotule estas atitudes como diagnóstico de suicídio, mas saiba que é necessário buscar ajuda de um profissional de saúde.
  • Acolher a pessoa em sofrimento é o primeiro passo para a prevenção e para que se estabeleça um laço de confiança. Isso aumenta as chances da pessoa procurar ajuda.
  • Procure a unidade de saúde mais próxima da sua casa, os serviços da Atenção Primária (Clinicas de Família e Centros Municipais Saúde), assim como os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).
  • Ao identificar que a pessoa apresenta as seguir procure um serviço especializado, pois será necessária uma ação imediata de cuidado:
    • Ideação suicida (pensa em suicídio como possibilidade);
    • Planejamento (planeja alguma forma de realizá-lo);
    • Acesso aos meios (tem acesso aos planos)


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